A Hora da história no 9ºCongresso Nacional e 1º Internacional, Laços de Amor, 2009, sediado pela Cidade de Vitória ES, no SESC de Aracruz, foi sucesso. Sob a responsabilidade da voluntária do grupo do IBES, da cidade de Vila Velha, ES, Ubiracy Lyrio Silva Cota, atingiu o objetivo desejado anunciando mensagens através da Literatura Infantil e integrando a proposta do Amor Exigente. A oficina teve como objetivo proporcionar um momento lúdico vinculado aos princípios do AE. Aconteceu no Hall de entrada do Auditório com a presença de interessados que participaram da oficina como personagens das histórias, deixando o seu lado criança aflorar e fazendo do acontecimento um presente de alegria para o grupo. Ubiracy além de contar as histórias utilizava fantasias caracterizando personagens que davam vida ás cenas narradas. Cada história tinha o seu encantamento e a sua mensagem apropriada. Histórias conhecidas de todos que tiveram um enfoque ligado aos problemas de comportamentos inadequados. A oficina iniciou-se com música de boas vindas e apresentação da oficineira. Conversa sobre o valor da história e como usá-la para alcançar o objetivo desejado e integração do grupo,e apresentação das várias maneiras de se contar histórias.
1) Avental: “Era uma Vez”, com bolsos cheios de papeis usados em histórias com dobraduras. Flor, borboleta através de poesia ( técnica do Origami )
2) O peixinho – (dobradura) A história ia sendo contada e no final aparecia o personagem. Uma história que enfoca a amizade, o respeito e amor. Valores que devem ser preservados.
3) Mudança de cenário: Avental “Chapeuzinho Vermelho”, acompanhado de quatro fantoches personagens, nos bolsos do avental. Nesta história tão conhecida e que todos gostam de ouvir, a figura do “lobo” é comparada à realidade de hoje. “Quem são os lobos hoje?” Pergunta que instiga reflexão para vários assuntos que levam a comportamentos inadequados.
4) Mudança de visual: “Fantasia da Formiguinha e a Neve” – Reflexão voltada para os perigos e as dificuldades que surgem na vida. Gente que não se importa com nossos problemas e aqueles que nos acolhem, como acontece na história. Personagens apressados e Deus no final com sua misericórdia atende o pedido da formiguinha retirando o seu pezinho da neve. O amor exigente colabora ajudando pessoas a descobrirem como solucionar crises que nos prendem como a neve.
5) Novo visual: “Fantasia de Dona Baratinha” – História que contou com a participação do grupo usando as máscaras dos personagens e encenando a sua fala cada um com o seu jeito de ser. Foi um ponto alto, de muita diversão. A história conduz à reflexão dos cuidados com a curiosidade, gula, busca do desconhecido o que pode nos levar a cair em ciladas como o João Ratão que caiu na panela do feijão, ou gerar crises conforme os acontecimentos.
6) Uso de um boneco fantoche que narrou a “História da Galinha Ruiva”. Ela que achara uma semente de milho e convida seus amigos a plantar, adubar, regar, ceifar, colher, fazer e assar o pão, recebe um não de cada um. Mas quando os convida para comer depois que fizera tudo sozinha, todos querem participar. A história nos convida a refletir o 10º principio do AE, que é a cooperação.
7) Uso da poesia para narrar história: A vassoura e Sinhá Ozébia quer casar.
8) “Fantasia de Palhaço” – narrando história e mostrando que a vida mesmo com seus problemas deve ser vivida com alegria. Durante as narrativas a oficineira deu depoimento de como deixou de chorar por seus desafios quando foi tocada por amiga do AE que tinha problemas maiores que o seu. Avaliando a oficina, a mensagem que cada história deixou e a participação de pessoas que também contaram histórias, enquanto havia a troca de fantasias, foi de grande valor para se utilizar nos grupos de AE com crianças, jovens e até adultos. Juntos aprendemos muito.
_ “Quem não gosta de uma história?”
Ubiracy Lyrio Silva Cota
Contadora de Histórias
Voluntária AE- Grupo do IBES-VV/ES